domingo, 9 de dezembro de 2012
Reponho uma poesia do poemário A rosa é a via:
Dê amor...uma rosa
Dê amor aos amantes
uma faca
Para que cortem rosas e
o tédio
E do amor provem doce
remédio
Que só da rosa o
perfume aplaca
Se Cupido aos amantes
afraca
Da maior fortaleza é
prelúdio
É o frio que se torna
incêndio
É como o vento que a
rosa ataca
Rouba dela o suave
aroma
E joga de suave
jardineiro
Suspenso em secreto
idioma
Voa e é como alado
barqueiro
Que voando, brusco, dos
céus assoma
E planta a rosa como
luzeiro
António Eduardo Lico
Uma poesia de António José Forte:
Reservado ao Veneno
Hoje é um dia reservado ao veneno
e às pequeninas coisas
teias de aranha filigranas de cólera
restos de pulmão onde corre o marfim
é um dia perfeitamente para cães
alguém deu à manivela para nascer o sol
circular o mau hálito esta cinza nos olhos
alguém que não percebia nada de comércio
lançou no mercado esta ferrugem
hoje não é a mesma coisa
que um búzio para ouvir o coração
não é um dia no seu eixo
não é para pessoas
é um dia ao nível do verniz e dos punhais
e esta noite
uma cratera para boémios
não é uma pátria
não é esta noite que é uma pátria
é um dia a mais ou a menos na alma
como chumbo derretido na garganta
um peixe nos ouvidos
uma zona de lava
hoje é um dia de túneis e alçapões de luxo
com sirenes ao crepúsculo
a trezentos anos do amor a trezentos da morte
a outro dia como este do asfalto e do sangue
hoje não é um dia para fazer a barba
não é um dia para homens
não é para palavras
Reservado ao Veneno
Hoje é um dia reservado ao veneno
e às pequeninas coisas
teias de aranha filigranas de cólera
restos de pulmão onde corre o marfim
é um dia perfeitamente para cães
alguém deu à manivela para nascer o sol
circular o mau hálito esta cinza nos olhos
alguém que não percebia nada de comércio
lançou no mercado esta ferrugem
hoje não é a mesma coisa
que um búzio para ouvir o coração
não é um dia no seu eixo
não é para pessoas
é um dia ao nível do verniz e dos punhais
e esta noite
uma cratera para boémios
não é uma pátria
não é esta noite que é uma pátria
é um dia a mais ou a menos na alma
como chumbo derretido na garganta
um peixe nos ouvidos
uma zona de lava
hoje é um dia de túneis e alçapões de luxo
com sirenes ao crepúsculo
a trezentos anos do amor a trezentos da morte
a outro dia como este do asfalto e do sangue
hoje não é um dia para fazer a barba
não é um dia para homens
não é para palavras
Para uma breve biografia de António José Forte consultar o link:
sábado, 8 de dezembro de 2012
Reponho uma poesia do poemário A rosa é a via:
Sete pétalas de
rosa de Baco a Dionísio
De Baco a rosa jorra
como vinho;
é de mosto esta rosa,
ou esta máscara
que te revela: um dia
Dionísio,
no outro Baco curado
por Cibele.
Foste o único filho de
uma mortal
nascido com destino de
ser deus.
Quando eras Dionísio,
Ninfas e Horas
cuidaram-te a tua
divindade.
Baco, ou Dionísio, que
importa?
São sete pétalas
escondidas
que velam o teu nome.
António Eduardo Lico
Uma poesia de António Botto da sua obra poética Canções:
Se Fosses Luz
Se fosses luz serias a mais bela
De quantas há no mundo: - a luz do dia!
- Bendito seja o teu sorriso
Que desata a inspiração
Da minha fantasia!
Se fosses flor serias o perfume
Concentrado e divino que perturba
O sentir de quem nasce para amar!
- Se desejo o teu corpo é porque tenho
Dentro de mim
A sede e a vibração de te beijar!
Se fosses água - música da terra,
Serias água pura e sempre calma!
- Mas de tudo que possas ser na vida,
Só quero, meu amor, que sejas alma!
Se Fosses Luz
Se fosses luz serias a mais bela
De quantas há no mundo: - a luz do dia!
- Bendito seja o teu sorriso
Que desata a inspiração
Da minha fantasia!
Se fosses flor serias o perfume
Concentrado e divino que perturba
O sentir de quem nasce para amar!
- Se desejo o teu corpo é porque tenho
Dentro de mim
A sede e a vibração de te beijar!
Se fosses água - música da terra,
Serias água pura e sempre calma!
- Mas de tudo que possas ser na vida,
Só quero, meu amor, que sejas alma!
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Reponho uma poesia do poemário A rosa é a via:
Bailan
las gitanas,
míralas el rey;
la reina, con celos,
mándalas prender.
míralas el rey;
la reina, con celos,
mándalas prender.
(Miguel de
Cervantes)
Baila
gitana, baila y vuela al cielo
Con tus
rosas en tus labios
y manzanas
en tus ojos.
Que todos
miren tus cabellos al viento
y tu
cuerpo de mariposa, suelto
en los
olivares verdes y oscuros
António Eduardo Lico
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