sexta-feira, 18 de abril de 2014

Uma poesia do poeta panamiano Pablo Menacho:

Los grandes espejismos

Canto Primero
Inicio el viaje a tus pupilas,
al verbo y a la luz que lo habitaba
en aquellos largos inviernos
sembrados de siluetas por la lluvia.
Hacia esas calles confusas y grises
de las grandes ciudades
cubiertas de máscaras indescifrables y tristes
donde borraría los rostros que la brisa dibujara
y los nombres todos,
dispersos aún por las paredes
de los viejos edificios.

Inicio el viaje aquí,
en este rincón del mundo que teje
y desteje el viejo chal de quien espera.

(Todavía hoy,
con nuevos y solemnes vestidos,
los viejos navegantes atraviesan este mar
y aguardan el amanecer sobre sus olas,
siempre despeinadas
por el viento del nordeste.)

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Reponho uma poesia do poemário Amanhecer obscuro:

Este habitar em mim...

Habito dentro de mim
E vejo-me fora de mim.
Não sei ser, sem não ser.

António Eduardo Lico
Uma poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen:

Che GuevaraContra ti se ergueu a prudência dos inteligentes e o arrojo 
                                                                  [dos patetas 
A indecisão dos complicados e o primarismo 
Daqueles que confundem revolução com desforra 

De poster em poster a tua imagem paira na sociedade de 
                                                                [consumo 
Como o Cristo em sangue paira no alheamento ordenado das 
                                                                [igrejas 

Porém 
Em frente do teu rosto 
Medita o adolescente à noite no seu quarto 
Quando procura emergir de um mundo que apodrece 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Reponho uma poesia do poemário Amanhecer obscuro:

O verde e o azul do mar e os filósofos franceses

 Verdes as ondas
onde o mar é azul.
O que diria um filósofo francês?
Faria doutrina que é cinzento;
que o mar é pós-moderno.
E nós? Nós os que
não somos franceses, nem philosophes?
Ficamos calados.
No mar habitam o verde e o azul.
O lixo que tem, esse é pós-moderno.

António Eduardo Lico
Uma poesia do poeta mexicano Óscar Oliva:



Estos cielos que relampaguean
con cuchillos de sol mudo,
al quebrarse me hacen caer
junto a nubes estancadas
que han perdido toda memoria  
verbal y lección de labios.
Y la caída es sobre el ojo y su ejército
de semilla escrita.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Reponho uma poesia do poemário Amanhecer obscuro:

Eu

 Que vozes desconhecidas
cantam em mim?
Que dedos sombrios
escrevem os meus versos?
Quantas pessoas me habitam?
Só eu me pertenço
e canto nas manhãs obscuras.
De mim apenas se sabe que sou eu.

António Eduardo Lico
Uma poesia do poeta cubano Emilio Ballagas:

Nocturno

¿Cómo te llamas, noche de esta noche?
Dime tu nombre. Déjame
Tu santo y seña
Para que yo te reconozca
Siempre
A través de otras noches diferentes.

Tú me ofreces su frente en medialuna
(Medialuna de carne),
Sus labios (pulpa en sombra)
Y su perfil al tacto…
(Mañana mi derecha
Jugará a dibujar su contorno en el aire.)

¿Cómo te llamas, noche de esta noche?
Dime tu nombre, déjame
Tu santo y seña
Para que yo te reconozca
Siempre
A través de otras noches diferentes.
¡Y que pueda llamarte gozoso,
Trémulo,
Por tu nombre!