Uma poesia do poeta salvadorenho Juan Ernesto Cadenas:
Niño pobre
Bajó del cerro lleno de ilusiones
cruzó vereda atajos y camino
sin protestar acepta su destino
murmura sus canciones.
Y desde que era él solo un chiquillo
a fuerza el sol le tiene la piel curtida
labra la tierra, ganando la vida
sonríe cual inquieto pajarillo.
Exquisito sabor carga en su espalda
cacastle lleno, exótica dulzura,
el cielo llena de ilusión madura
y perfuma el paisaje esmeralda.
Ofrece la delicia
con su tímida voz entre la gente
que por su lado pasa indiferente,
Que dolor que injusticia.
que nadie quiera su fruta comprar
El niño pobre vino de la sierra
comparte su miseria con la tierra
sus ilusiones rotas al regresar.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
terça-feira, 13 de maio de 2014
Reponho uma poesia do poemário Amanhecer obscuro:
António Eduardo Lico
Assim falou Zaratustra
Quando Al Capone procurava
centopeias na Ursa Maior
e sonhava com Obama
a fazer penteados afro na Cassiopeia,
ainda havia filósofos franceses
peritos em silogismos,
e capazes de discursar:
Oh verdes lagartos, tão jurássicos!
como podeis viver
em pleno pós-modernismo?
Se ao menos fossem motards
ao jeito de Hollande!
Mas a nós, a nós meus amigos
quem nos salva da velocidade
fenomenológica de Hollande?
Ai das libélulas tristes
que escutam velhos sábios e santos;
nunca voarão para a luz!
Ai das belas flores ornadas de perfumes
serão para todos e para ninguém!
Do monte surge o sol, dourando
os precipícios de chumbo.
Indiferente, Zaratustra medita.António Eduardo Lico
Uma poesia de Herberto Hélder:
Como uma rosa no fundo da cabeça,que maneira obscura
de morte.O perfume a sangue à volta da camisa
fria,a boca cheia de ar,a memória
ecoando como as vozes
de agora.Onde está sentada brilha de tantas
moléculas
vivas,tanto hidrogénio,tanta seda escorregadia dos ombros
para baixo.Toca eu
de onde rompe a rosa.uma criança
luciferina.A mãe fechava,
abria em torno a torrente dos átomos
sobre a cara.Aquilo que a estrangula dos pulmões
à garganta
é a rosa infundida.Leva um braço às costas,
suando,raiando
pelo sono fora.Está queimada onde lhe toca.Falaria alto
se o peso a enterrasse à altura das vozes.
Via a matéria radiosa de que é feito o mundo.
A língua doce de leite,
a mão direita na massa agre,o sexo banhado
no manancial secreto.
O dom que transtorna a criança ardente é leve como
a respiração,leve como
a agonia.
Uma rosa no fundo da cabeça.
Como uma rosa no fundo da cabeça
de morte.O perfume a sangue à volta da camisa
fria,a boca cheia de ar,a memória
ecoando como as vozes
de agora.Onde está sentada brilha de tantas
moléculas
vivas,tanto hidrogénio,tanta seda escorregadia dos ombros
para baixo.Toca eu
de onde rompe a rosa.uma criança
luciferina.A mãe fechava,
abria em torno a torrente dos átomos
sobre a cara.Aquilo que a estrangula dos pulmões
à garganta
é a rosa infundida.Leva um braço às costas,
suando,raiando
pelo sono fora.Está queimada onde lhe toca.Falaria alto
se o peso a enterrasse à altura das vozes.
Via a matéria radiosa de que é feito o mundo.
A língua doce de leite,
a mão direita na massa agre,o sexo banhado
no manancial secreto.
O dom que transtorna a criança ardente é leve como
a respiração,leve como
a agonia.
Uma rosa no fundo da cabeça.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Reponho uma poesia do poemário Sombras luminosas:
António Eduardo Lico
Lamento para os deuses desaparecidos
No tempo em que os deuses eram feitos de nada
e os homens eram feitos de tudo
os deuses eram felizes, e eram livres.
E eram muitos, nasciam do nada, e eram tudo.
Agora que desapareceram, devem estar nostálgicos
de divina nostalgia.
Não sei se os deuses, mesmo os desaparecidos,
sentem nostalgia; afinal já não existem.
Mais certo é os deuses que ainda existem
sofrerem de nostalgia, ainda que ferindo
os seus divinos atributos e potestades.
Não, não venho armado de intenções teológicas
ou sequer de nostalgia.
Os deuses antigos eram mais deuses
porque já não existem.António Eduardo Lico
Uma poesia de Paul Éluard:
La terre est bleue
La terre est bleue comme une orange
Jamais une erreur les mots ne mentent pas
Ils ne vous donnent plus à chanter
Au tour des baisers de s'entendre
Les fous et les amours
Elle sa bouche d'alliance
Tous les secrets tous les sourires
Et quels vêtements d'indulgence
À la croire toute nue.
Jamais une erreur les mots ne mentent pas
Ils ne vous donnent plus à chanter
Au tour des baisers de s'entendre
Les fous et les amours
Elle sa bouche d'alliance
Tous les secrets tous les sourires
Et quels vêtements d'indulgence
À la croire toute nue.
Les guêpes fleurissent vert
L'aube se passe autour du cou
Un collier de fenêtres
Des ailes couvrent les feuilles
Tu as toutes les joies solaires
Tout le soleil sur la terre
Sur les chemins de ta beauté.
Oeil de sourd
Faites mon portait.
Il se modifiera pour remplir tous les vides.
Faites mon portrait sans bruit, seul le silence,
A moins que - s'il - sauf - excepté -
Je ne vous entends pas.
Il s'agit, il ne s'agit plus.
Je voudrais ressembler -
Fâcheuse coïncidence, entre autres grandes affaires.
Sans fatigue, têtes nouées
Aux mains de mon activité.
domingo, 11 de maio de 2014
Reponho uma poesia do poemário Sombras luminosas:
Antonio Eduardo Lico
Bucólica
Nas Éclogas falamos de pastores.
Nas poesias que não são Éclogas
não falamos de pastores.
Os pastores das Éclogas são breves;
tão fugazes como uma poesia que se escreve
e se torna inútil, porque já foi escrita.
Lá fora a chuva cai oblíqua às horas
e transforma o silêncio em música líquida.
Numa qualquer personagem de mim mesmo,
passam na memória vagos pastores.
Afasto as horas e os relógios
e sou apenas este instante.Antonio Eduardo Lico
Uma poesia do poeta cubano Karel Leyva:
El mar es la distancia entre dos puertos
inquieta zubia orlada de veleros
que surcan nuevamente los senderos
en busca de su presa cual podencos
Atados a famélicos maderos
los náufragos oscilan hacen ciertos
los rostros marginados del ajenjo
la pálida caricia del estero
Parados frente al mar vemos al dedo
tornarse un ilusorio parlamento
al barco en la ciudad a los silencios
en el común hojearse ante el espejo
Somos los argonautas solo eso
pendientes de la gloria y el regreso
El mar es la distancia entre dos puertos
inquieta zubia orlada de veleros
que surcan nuevamente los senderos
en busca de su presa cual podencos
Atados a famélicos maderos
los náufragos oscilan hacen ciertos
los rostros marginados del ajenjo
la pálida caricia del estero
Parados frente al mar vemos al dedo
tornarse un ilusorio parlamento
al barco en la ciudad a los silencios
en el común hojearse ante el espejo
Somos los argonautas solo eso
pendientes de la gloria y el regreso
Subscrever:
Mensagens (Atom)