segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Reponho uma poesia do poemário A rosa é a via:


Soneto da guitarra e da rosa

A guitarra, com ser madeiro oco
Espalha a sua canção dolente;
Das cordas o som é uma torrente
Como se fora duende barroco

A rosa é guitarra que invoco
Cada entardecer ao sol poente;
Harmónico o perfume nascente,
Ao sul destes dedos com que te toco

Na rosa há melodias serenas
Pela guitarra galopam volúpias
E de súbito nascem cantilenas

E na guitarra nascem utopias
Quando nas rosas vemos açucenas
E levantamos do som as mãos ímpias

António Eduardo Lico

4 comentários:

  1. Yo, que soy de natural alegre, prefiero la ternura y la alegria de la guitarra, y la hermosura de la rosa. Tierno poema

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  2. Antônio, que poema lindo, saudosista,
    amei.
    Beijos!!!

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