domingo, 14 de julho de 2013

Este rio que corre sem águas

Reponho uma poesia do poemário Este rio que corre sem águas:

Nas margens, a Esfinge...

A Esfinge habita as margens
apenas como esfinge, de pedra,
absurdamente de pedra
impenetrável ao silêncio
que lhe vem de fora;
e vive, no entanto
em total mudez, na pedra
que lhe é externa,
só, contemplativa,
fazendo do tempo pedra,

só nas margens, sem esperar nada.

António Eduardo Lico

6 comentários:

  1. O grande mistério...ou é ser simplesmente sem mistério?
    Um abraço

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    1. Vá-se lá saber minha amiga. Talvez seja as duas coisas ao mesmo tempo.
      Bom Domingo.
      Abraço.

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  2. Nem as pedras resistem, é só dá tempo ao Tempo!

    abraço

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  3. Deixemos que a esfinge se nomeie, se invente, se descubra...
    Abraços

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    1. Sim, tudo isso creio que ela é capaz de fazer.
      Abraço.

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