quarta-feira, 10 de julho de 2013

O esboço da chuva

Reponho uma poesia do poemário O esboço da chuva:

Epifania do vinho

 Sorrio e bebo o meu vinho
Como música de Dionísio
O mosto agita a memória

E a divindade volta em glória
Rubra e doce sobre o meu corpo
Abrupta a cada gota de vinho

Sobre as flores que adivinho
Brotando do vinho generosas

E quentes de fugazes perfumes

António Eduardo Lico

10 comentários:

  1. Dionísio tinha de estar ligado a esta epifania....

    original...

    :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Claro, Dionísio não podia faltar neste poema.
      Beijos.

      Eliminar
  2. Así debe vivirse la vida, con alegria :)

    Un beso.

    ResponderEliminar
  3. Boa tarde, António. Bonito o seu poema, seu espaço, que tive o prazer de ler alguns dos seus escritos.
    Fico por aqui seguindo o teu espaço.
    Volto outra hora.
    Tudo de bom e beijos na alma!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigado Patrícia, pela visita e comentário.
      Beijos.

      Eliminar
  4. O vinho ainda é um santo remédio e fonte de inspiração. Esta epifania se conjuga com um bom vinho.
    Abr.,

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tanto quanto sei, meu caro amigo, o vinho é feito de matéria poética, e cabe a nós aos poetas tornar a sua (dele vinho) mensagem intelígivel.
      Abraço.

      Eliminar