terça-feira, 16 de julho de 2013

Este rio que corre sem águas

Reponho uma poesia do poemário Este rio que corre sem águas:


Caligrafia

A minha caligrafia íntima
nunca escreveu versos
metafísicos.
Seguramente, filósofos
com vocação de estetas
e que sempre seguram candeias
e vestem mantos verdes
dirão detectar pequenas
partículas esotéricas
na caligrafia que vos apresento.
E assim sendo, está provado
quanticamente.
A minha letra mais íntima
não a escrevo; desenho-a
no ar; espero que caia
mansamente e se desvaneça
sem metafísica.

António Eduardo Lico

10 comentários:

  1. Antonio faz algum tempo , que não passava no seu blog
    infelizmente não foi por conta de esquecimento.
    O motivo é não conseguir digitar por muito tempo.
    Lindo poema amigo espero não demorar por muito tempo mais.
    Um abraço ,Evanir.

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    1. Obrigado Evanir. Espero que melhore rápido desse pequeno problema.
      Abraço.

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  2. E porque tal acontece a Caligrafia casa forma e conteúdo seduzindo os leitores pela forma (leia-se como fôrma).
    Abraço, amigo,

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  3. aonde encontrar a caligrafia íntima senão na alma metafísica?
    um abraço

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    1. Ou na alma não metafísica...também serve.
      Abraço.

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  4. Fluye la poesía, al igual que corre el río...

    Un abrazo.

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  5. Me ha gustado mucho. Y ese último consejo.

    Besos.

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