terça-feira, 23 de julho de 2013

Este rio que corre sem águas

Reponho uma poesia do poemário Este rio que corre sem águas:

Vintage Porto

Ah o vinho que corre no Douro
filosófico na sua melancolia rubra
não tem margens definidas
e corre para mares ignorados.
Rubro, como convém,
desafia químicas antigas
e gota a gota, indiferente,

tinge o rio de invisível vermelho.

António Eduardo Lico

8 comentários:

  1. Este poema, filosófico como o vinho, convida para um Porto...

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    1. Ah sim, depois de almoço é um bom digestivo.
      Abraço.

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  2. No vinho a verdade...como diziam os antigos.
    Um abraço

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    1. ...E é bem verdade. Por outro lado o vinho é feito de matéria poética, e é essa matéria que os poetas procuram.
      Abraço.

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  3. Belíssima esta pequena Ode ao vinho do Porto. Tão exata a tua linguagem, tão precisa, que a vontade é mergulhar filosoficamente no Douro...
    Abraços

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    1. Ah sim, creio mesmo que esta poesia resulta de um mergulho filosófico no Douro.
      Abraço.

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