domingo, 24 de junho de 2012

Mais uma poesia de Este rio que corre sem águas:


Na margem de um rio, as horas são ainda mais absurdas

As horas são absurdas,
passam, e já não são,
sem deixar de o ser.
Um desconhecido esteta
clama na confluência
do Ser e Não Ser
que o Belo é absurdo
porque é belo em si mesmo,
indiferente ao tempo
e às horas que passam
e já não o são,
sem deixar de o ser.


António Eduardo Lico

6 comentários:

  1. Obrigado caro Fred. Haja inspiração para se continuar nesta senda.
    Abraço.

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  2. Bom meu caro! Palavras interessantes as suas! Sigo-te doravante!

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    1. Caro Cristiano, obrigado pela visita e pelo estímulo do comentário.
      Abraço.

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  3. Bela poesia!

    Tenha uma boa semana...

    Saudações

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    1. Obrigado pela visita e comentário.
      Abraço e boa semana.

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