quinta-feira, 4 de abril de 2013

Reponho uma poesia do poemário Que de dentro não se vê:



Mote para uma folha que caiu, amarela, de uma árvore

Porque era Outono, quiseste abandonar,
colorindo de amarelo o espaço por onde voavas,
o espaço verde e quente, onde a seiva te habitou

Porque era Outono, e quiseste voar
como se fora Primavera, como se fosses brincar
com a tua primaveril cor, beijando o chão

Porque era Outono, voavas ao vento
que te levava para longe e te enganava
com seu manso murmúrio

Porque era Outono, apenas Outono
e eras apenas uma folha amarela
mansamente caíste no chão

António Eduardo Lico

10 comentários:

  1. ...à espera do vento.

    Muito bom este seu poema.
    Um abraço

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    1. Obrigado Paulo, pela visita e comentário.
      Um resto de bom dia.
      Abraço.

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  2. Infinitas gracias querido amigo por concedernos el privilegio de ser testigos de tu sensible y dulce alma de poeta. Muchos besinos de esta amiga con inmenso cariño.

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    1. Gracias por tu visita y palabras querida amiga.
      Besos.

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  3. O outono traz uma certa forma de liberdade...como uma folha que voa livre ao vento.
    Um abraço

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    1. Obrigado amiga, pela visita e comentário.
      Aqui embora seja Primavera, parece ser Outono.
      Bom início de fim de semana.

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  4. Seu poema diz tanta coisa, mas eu não sei o que dizer sobre ele. Acho que é porque é outono...rs.Só sei que é lindo! Abraços Antonio!

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    1. Obrigado Regina.
      Aqui apesar de ser Primavera parece Outono.
      Abraço.

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  5. Magnífico! Li neste blog versos deveras encantadores!
    E muito obrigado por comentar meu soneto "Beleza Morta" no Poesia Retrô. Abraços...

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