quarta-feira, 17 de abril de 2013

Reponho uma poesia do poemário Que de dentro não se vê:


Que de dentro não se vê

Há mil anos um velho sábio
contavas histórias
apenas quando o entardecer
se prolongava como
planície na geometria
que vai do ocidente ao oriente.
Disse planura, geometria?
O entardecer não tem geometria
de tão ser pitagórico.
A sua planura esvai-se nos
purpúreos redondos delírios
do sol, esse fabricante fictício
e abstracto de entardeceres.
No entardecer melancólico,
há mil anos,
o velho sábio contava
histórias ao entardecer.

António Eduardo Lico

6 comentários:

  1. "A sua planura esvai-se nos
    purpúreos redondos delírios
    do sol," Lindo! O cair da tarde é a mistura de diversas cores estendidas... O poema!

    Um abraço cheio de delicadezas!!

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    1. Obrigado May Lu, pela visita e comentário.
      Um abraço.

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  2. HOLA QUERIDO AMIGO
    ESTOY VOLVIENDO DE A POCO PORQUE NO ME HE SENTIDO BIEN, COMO SIEMPRE, TENGO TANTAS PRESIONES EN LA VIDA. PERO BUENO... ACÁ ESTOY.
    GRACIAS POR VENIR A TOMAR EL TÉ. DE A POCO ME IRÉ PONIENDO AL DÍA.
    BESOS

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  3. Ao entardecer o sábio contava histórias e o poeta cantava estrofes, como o António...
    Beijinhos

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