quarta-feira, 5 de junho de 2013

Reponho uma poesia do poemário Amanhecer obscuro:


De que me serve fugir
de morte, dor e perigo,
se me eu levo comigo?

(mote de Luís Vaz de Camões)

De que me serve fugir?
Eu não quero fugir;
quando se foge, leva-se tudo,
leva-se o corpo, leva-se a alma
vai-se só, permaneces-se só.
Eu quero ficar,
ficar, mas fugindo,
sem permanecer em mim.

António Eduardo Lico

4 comentários:

  1. Um poema que arde em poesia....
    António, gosto muito da sua poética!!!

    Kandandu

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  2. Temos que fazer de nós a nossa melhor companhia.
    Um abraço

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